{"id":3981,"date":"2022-10-13T20:00:37","date_gmt":"2022-10-13T23:00:37","guid":{"rendered":"http:\/\/franfranco.com.br\/fabiane\/?p=3981"},"modified":"2022-10-13T20:00:37","modified_gmt":"2022-10-13T23:00:37","slug":"kelly-janaina-florianopolis-sc","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/fabianexavier.com.br\/index.php\/2022\/10\/13\/kelly-janaina-florianopolis-sc\/","title":{"rendered":"Kelly Janaina, Florian\u00f3polis\/SC"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-top\" style=\"grid-template-columns:25% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"201\" src=\"http:\/\/franfranco.com.br\/fabiane\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Kelly-Silva.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3982 size-full\" srcset=\"http:\/\/fabianexavier.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Kelly-Silva.png 200w, http:\/\/fabianexavier.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Kelly-Silva-150x150.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p>Encontrar a Fabiane foi um doce presente. Ela veio em um momento cheio de sincronicidades para concluir uma cura que j\u00e1 estava a caminho. Quando procurei a terapia de vidas passadas, tinha um problema espec\u00edfico em mente, mas acabei obtendo diversas respostas. Vou comentar aqui a respeito de algumas delas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira vida lembrada por Fabiane falava de uma vida na Alemanha, em que eu era uma mulher din\u00e2mica e cheia de projetos, mas muito frustrada por n\u00e3o conseguir atingir alguns objetivos profissionais. Nessa vida eu tamb\u00e9m tinha reuni\u00f5es secretas sobre quest\u00f5es de espiritualidade e me tornei professora. Fabiane n\u00e3o sabia absolutamente nada a meu respeito, mas eu recentemente chegara da Alemanha, onde fui contemplada com uma bolsa de estudos por 7 meses. Essa frustra\u00e7\u00e3o em n\u00e3o realizar projetos era algo que se repetia nesta vida, antes em outros projetos, e agora, especificamente um problema recorrente de n\u00e3o aprova\u00e7\u00e3o da minha atual tese de doutorado junto \u00e0 minha orientadora. E ser professora universit\u00e1ria \u00e9 o meu atual projeto de vida. E sobre a quest\u00e3o espiritual, desde muito cedo nesta vida presente eu acabara sendo desperta, pois n\u00e3o me contentava com as respostas das religi\u00f5es tradicionais e busquei um caminho alternativo logo aos 13 anos. Eu realmente, desde aquela \u00e9poca, n\u00e3o tinha a op\u00e7\u00e3o de duvidar da beleza e da grandiosidade da vida e que ela \u00e9 repleta de possibilidades, pois j\u00e1 me sentia muito amadurecida nas coisas do esp\u00edrito e com a estranha sensa\u00e7\u00e3o de que a vida era justa, mesmo quando estava em pleno sofrimento.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A segunda vida lembrada por Fabiane tratava de uma exist\u00eancia na Roma antiga, em que perdi meu filho, roubado ainda crian\u00e7a para servir de escravo, e tamb\u00e9m o marido, escravo e gladiador que morreu em combate. Procurei aquele filho at\u00e9 a velhice, sem jamais encontr\u00e1-lo. Isso explicava o medo de perder pessoas, de que elas morressem; a nega\u00e7\u00e3o com a maternidade na vida atual; a estranha falta de algu\u00e9m que eu n\u00e3o sabia quem era e, depois, um sonho que tive na adolesc\u00eancia e na \u00e9poca n\u00e3o entendi o significado, exceto que se tratava de um encontro espiritual. Por volta dos meus 18 anos, certa manh\u00e3 acordei banhada em l\u00e1grimas. O peito explodia em uma alegria lancinante, mas eu n\u00e3o entendia o por qu\u00ea de tanta felicidade. No sonho, extremamente l\u00facido, algumas pessoas, como em um encontro marcado, me traziam um garotinho de uns 7 ou 8 anos e eu rebentava em l\u00e1grimas apenas em v\u00ea-lo. Foi um encontro lindo e sentido. Lembro com muita for\u00e7a do abra\u00e7o e que ele me disse: \u201cNo momento oportuno, iremos nos reencontrar\u201d. Aquilo me marcou muito. Agora, eu tenho certeza que se tratava do meu filhinho perdido em Roma. Ali\u00e1s, quando eu conheci Roma, no come\u00e7o deste ano, lembro de ter estado muito pensativa e um desses pensamentos foi: Ser\u00e1 que j\u00e1 vivi aqui? Havia certa melancolia, embora n\u00e3o fosse uma tristeza. Lembro que ao chegar ao Brasil, comentei com meu irm\u00e3o mais velho: \u201cvoc\u00ea ia gostar muito de Roma, sabe. Estive no Coliseu e lembrei de voc\u00ea quando estava l\u00e1\u201d. Ele n\u00e3o fez uma cara muito feliz; lembro tamb\u00e9m que ele sempre repudiou o Joaquin Phoenix pelo papel interpretado no filme&nbsp;<em>Gladiador<\/em>. Meu irm\u00e3o sempre foi revoltado porque o outro homem perdeu a mulher e o filho no filme; ele dizia \u201cn\u00e3o gosto desse filme, n\u00e3o suporto olhar pra cara desse homem\u201d. Eu lembrei recentemente que meu irm\u00e3o foi meu marido naquela exist\u00eancia, morto em combate contra a vontade como gladiador. Inclusive, na vida presente, ele traz uma integridade t\u00e3o robusta sobre a vida familiar que, certamente, tamb\u00e9m \u00e9 reflexo daquela vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m dessas quest\u00f5es, havia uma situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que me levara at\u00e9 Fabiane e para a qual eu mais buscava um entendimento, pois percebia que os sentimentos que eu tinha sobre tal relacionamento eram muito mais intensos do que olhando superficialmente a situa\u00e7\u00e3o em si despertaria. Havia uma rela\u00e7\u00e3o em minha vida que j\u00e1 se estendia h\u00e1 5 anos, na qual a pessoa sempre voltava ao meu caminho, mas sem propor um comprometimento, e minha irredutibilidade diante disso. Mesmo assim, eu n\u00e3o tinha for\u00e7as para sair da situa\u00e7\u00e3o e parece que algo me impelia para ele, e a ele para mim, de alguma maneira. Em vid\u00eancia, Fabiane viu que j\u00e1 est\u00e1vamos ligados h\u00e1 algumas vidas, e que nesta presente, havia um Acordo Espiritual de um relacionamento mais profundo, algo como um casamento, que deveria durar em torno de 8 anos, para limpar o carma de outras vidas. Por\u00e9m, a outra pessoa mudou de ideia, fugiu ao acordo, quando as coisas come\u00e7aram a acontecer. Lembro que desde que nos conhecemos, a conex\u00e3o foi bastante forte, tanto que at\u00e9 comentamos sobre vidas passadas. Em uma das exist\u00eancias que Fabiane viu, ficamos juntos at\u00e9 o fim da vida. Uma vez ele me disse: \u201cSinto como se j\u00e1 tivesse vivido muitos anos com voc\u00ea no mesmo teto\u201d. Logo em nosso primeiro encontro, eu disse: \u201cVamos brincar que eu sou uma freirinha e que voc\u00ea est\u00e1 indo me buscar na escola\u201d, ao que ele respondeu, \u201cEnt\u00e3o, eu vou roubar voc\u00ea\u201d. Em lembran\u00e7a espont\u00e2nea, confirmada depois por Fabiane, me vi como uma menina em um col\u00e9gio de freiras, onde essa pessoa era meu tio e tutor, de confian\u00e7a dos meus pais. Era ele quem me buscava aos finais de semana. Quando eu tenho por volta de 15 anos, e ele 30, iniciamos um relacionamento clandestino que acaba tragicamente 3 anos depois; muitos detalhes daquela vida correspondem a caracter\u00edsticas da vida atual, at\u00e9 em coisas aparentemente sem sentido. No dia em que tivemos a conversa derradeira na vida presente, ele me disse: \u201cVoc\u00ea n\u00e3o \u00e9 menor de idade, eu n\u00e3o tenho que ter a sua tutela\u201d. Foi uma frase totalmente fora de contexto. Mas eu j\u00e1 havia tido a lembran\u00e7a e intimamente compreendi. Havia tamb\u00e9m recorrentes relacionamentos proibidos, em que ele n\u00e3o podia ou n\u00e3o queria me assumir e mant\u00ednhamos as coisas escondidas; de minha parte, memoro sentimentos negativos semelhantes aos que tive desta vez. O trato dessa exist\u00eancia era ter um relacionamento saud\u00e1vel, para corrigir e limpar v\u00e1rios problemas que fomos acumulando em nossa rela\u00e7\u00e3o e que deixaram resqu\u00edcios em ambos. Talvez por isso eu n\u00e3o conseguia encerrar isso dentro de mim: meu esp\u00edrito queria muito cumprir o Acordo Espiritual, e o dele sabia que tamb\u00e9m tinha se comprometido, por isso voltava. Conhecer a verdade maior, os fatos por tr\u00e1s da dor, me deixou t\u00e3o fascinada que, aquilo que em outra \u00e9poca teria me feito remar muito tempo no sofrimento para tentar entender, parece que foi tirado com a m\u00e3o, e embora reste alguma tristeza pelo afastamento definitivo, h\u00e1 tamb\u00e9m uma leni\u00eancia em saber que cada pecinha se encaixa no maravilhoso quebra-cabe\u00e7as da vida e que sempre teremos a oportunidade de devolver ao seu lugar aquilo que tiramos, assim como ser restitu\u00eddos daquilo que julgamos um dia algu\u00e9m ter nos tirado. Saber sobre as vidas passadas e no que elas ainda nos afetam, afinal, s\u00e3o mem\u00f3rias que sempre far\u00e3o parte de n\u00f3s, e d\u00e1 a compreens\u00e3o profunda de que todo sofrimento desta vida \u00e9 apenas um instante na eternidade \u2013 mas n\u00e3o apenas teoricamente, e sim como uma certeza do esp\u00edrito, o que traz a percep\u00e7\u00e3o bonita de que estamos apenas como passageiros em um vag\u00e3o do trem e na pr\u00f3xima esta\u00e7\u00e3o haver\u00e1 sempre despedidas e reencontros.&nbsp;<\/p>\n<\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Encontrar a Fabiane foi um doce presente. Ela veio em um momento cheio de sincronicidades para concluir uma cura que j\u00e1 estava a caminho. Quando procurei a terapia de vidas passadas, tinha um problema espec\u00edfico em mente, mas acabei obtendo diversas respostas. 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